Namoro mulher de Peixes

GT DA BROTHERAGEM

2020.09.14 13:44 JustCallMeLyraM8 GT DA BROTHERAGEM

GT DA BROTHERAGEM
/cc/
>eu tenho um amigo bem próximo
>amigo não
>ele é tipo um irmão
>amo aquele filho da puta
>vamos chamar ele de Maicão
>nos conhecemos no jardim da infância
>dividíamos o todynho e o biscoito passatempo no recreio
>bolachaéocaraio.mp3
>estudamos na mesma turma até a quinta série quando os pais dele se mudaram pra longe da escola
>ele continuava morando na mesma cidade, mas tava numa escola diferente
>ainda assim nos víamos todos os fins de semana
>nossas famílias se tornaram amigas também
>tudo era um mar de rosas até o final de 2004
>ano 2005
>entra uma aluna nova na minha turma
>o nome dela era Thais
>lembro como se fosse ontem do momento em que ela entrou na sala
>tudo parecia ter ficado em câmera lenta
>o sol batia nela
>o ventilador soprou seus cabelos
>ela marchava como uma égua manga larga do trote formoso
>paudureci naquele exato momento
>o foda é que eu tava em pé naquela hora e a primeira aula era de educação física
>short.gif
>todo mundo da sala começa a rir de mim e a gritar
>me chamaram de pau retrátil porque foi só a menina aparecer que ele subiu
>morri de vergonha naquela hora
>sentei na cadeira e pus a mochila no meu colo
>eu só queria sumir
>até a professora riu
>mas a Thais não
>ela sentou atrás de mim e disse pra eu não ligar pra eles e que eu ficava lindo com vergonha
>caraio vei não pude acreditar
>eu era tão tímido que pedi pra ir no banheiro na mesma hora e fiquei trancado lá até a hora do recreio
>quando o recreio chegou eu pus o dedo na goela na frente da sala dos professores
>acho que vomitei até meu intestino naquela hora
>comecei a dizer que tava passando mal
>os professores me liberaram da escola e fui pra casa mais cedo
>chego em casa e passo a tarde toda tendo fantasias masturbatórias com a Thais
>eu era tão beta quanto aqueles peixes de briga
>quando a noite chega eu corro pra casa do Maicão
>conto tudo pra ele feliz da vida
>Maicão fica feliz por mim
>brodagem.rar
>segue o jogo
>durante o resto do ano eu iria me aproximar cada vez mais da Thais e me afastar cada vez do Maicão
>ele dizia que ela tava me afastando dele mas eu discordava
>dizia que era coisa da cabeça dele
>o tempo passa
>a Thais é promovida à pitanguinha e a distância entre mim e meu brother ia aumentando cada vez mais
>um dia briguei feio com o Maicão quando ele disse que ela tava cmg só por conta do meu dinheiro
>eu não era rico, mas da escola eu era o mais bem de vida
>meu pai era o único que não tava preso e não trabalhava com drogas
>minha mãe não trabalhava na zona
>zoas ela trabalhava sim
>ela agenciava a tua mãe, aquela puta boqueteira
>zoas de novo, minha mãe era artista plástica
>um dia eu acabo falando pra Thais que o Maicão tava se sentindo escanteado
>ela começa a me dizer que era inveja do nosso relacionamento e que ele só queria nos separar
>acabo dando ouvidos a ela e brigando feio com ele
>putaquepariuqueburrice
>nunca devia ter dado ouvidos à ela
>foco no gt
>paro de falar com o Maicão e cada vez mais me entrego pra a Thais
>toda semana era cinema
>lanche na Mc Donald’s
>roupa na Marisa
>minha mesada começou a ser exclusivamente dela
>um belo dia recebo uma mensagem do Maicão dizendo que a Thais tava me traindo
>respondi mandando ele tomar no cu
>ja faziam uns 5 meses que eu não falava com ele e do nothing ele vinha com um papo desses
>ele disse que eu devia ficar atento aos sinais
>não dou a foda pro que ele diz e continuo o namoro
>na semana seguinte vejo ela com uma marca roxa no pescoço
>ela diz que tinha caído da escada
>eu disse que acreditei mas fiquei desconfiado
>nada me tirava da cabeça oq o Maicão tinha me dito
>procuro ele e conto oq aconteceu
>diferente de mim ele não era um filho da puta
>Maicão me ove e depois me conta tudo que sabia
>a Thais tinha vindo da escola em que ele estudava
>ela era conhecida como viúva negra na escola
>ela se prendia à um macho e sugava tudo dele até ele não ter mais nada
>sim, ela tmb sugava o pau
>não, ela não tinha sugado o meu ainda
>Maicão continua a história dizendo que tinha visto ela saindo da casa de um carinha que morava no mesmo bairro dele
>até aí não vi nada demais
>mas ele me disse que ela tinha dado um beijo na boca do cara na saída e quando virou de costas o cara deu um tapa na bunda dela
>ÉOQ?!
>aquela vadia não tinha nem sequer me deixado pegar na bunda dela ainda
>dizia que era só depois do casamento
>eu era beta betoso full +15
>ela me levava pra igreja todo domingo
>acreditava nela sem questionar
>caio no choro e o Maicão me consolou
>disse que eu não tava sendo um bom amigo mas que ele nunca deixou de me ter como irmão
>bolamos desmascarar ela juntos
>ela ia pra casa dele toda sexta de noite
>realizo que era a hora que a mãe dela saía de casa pra ir pro culto de oração da igreja
>caraio_como_sou_burro.jpeg
>chifre.rar
>no dia seguinte falo com a Thais como se nada tivesse acontecido
>ela diz que me ama
>digo que amo ela tmb
>caraio, eu queria matar ela ali naquela hora
>mas amava aquela desgraçada
>feelsbad.png
>sexta feira
>19h
>tava com o Maicão escondido na rua da casa dela
>avistamos a mãe dela saindo de casa
>corremos pra mãe e contamos a história
>mãe não acredita, mas topa ir com agnt até a casa do talarico
>19:30h
>Thais sai de casa com um short enfiado no cu
>pqp pra quê enfiar tanto ssaporra?
>tava tão fundo que ela devia ta sentindo do gosto dele
>seguimos ela de longe
>a vadia entra na casa do moleque
>nessa hora a mãe dela já queria matar ela, mas eu fiz ela esperar
>entrei dando um chutão na porta da frente
>queria pegar ela com a boca na botija
>e consegui
>infelizmente a botija em questão era a rola do cara
>ela tava engolindo o pau daquele moleque com uma facilidade absurda
>nem sua mãe consegue engolir minha piroca tão fácil
>foco no gt
>Thais leva um susto tão grande na hora que morde o pau do cara
>num ato reflexo por conta da dor o cara da um murro na cara de Thais
>ela cai no chão
>a mãe dela comeca a bater nela com uma havaianas e depois começa a arrastar ela pelos cabelos pra fora de casa
>a Thais é arrastada pela rua até chegar em casa
>racho o bico com a cena como mil hienas comemorando a morte do Mufasa
>peço perdão pro Maicão pela cagada que fiz
>Maicão diz que fui um idiota, mas que era o irmão dele e que nada iria nos separar
>dois dias depois Thais chega na escola toda roxa
>tinha apanhado tanto que o conselho tutelar tirou a guarda dela da mãe
>ela chega perto e diz que quer falar CMG
>ignoro
>ela me puxa pelo braço, olha no meu olho e diz:
>como vc descobriu?
>digo que o Maicão me contou tudo
>ela diz que vai pra um orfanato hoje. Só foi na escola buscar sua transferência.
>Kkkkkjkkjjjk
>ela diz que eu posso rir agora, mas quem ri por último ri melhor. Disse também que nunca iria esquecer aquilo e que o Maicão iria pagar por ser x9
>puxo meu braço, dou as costas e vou embora
>ano 2016
>terminei a escola e faço faculdade
>Maicão faz o mesmo curso que eu e estudamos na mesma turma novamente
>full brothers +15
>desde o episódio com a Thais nunca mais tínhamos brigado
>trabalhávamos, tínhamos nossa independência
>tudo ia bem até recebermos o convite para uma festa que rolaria naquela noite
>eu e o Maicão dividiamos o apartamento agora
>o convite veio por baixo da porta dentro de um envelope
>open_bar.jpeg
>o envelope vinha com 2 pulseiras
>as pulseiras davam acesso à área vip da festa onde rolaria os alcoolismo
>ficamos relutante por um momento até abrirmos a carta
>a carta tava endereçada à mim e ao Maicão
>era uma letra de mulher
>não tinha muita informação só dizia que não deviamos perder a festa por nada e que lá tudo seria explicado
>não tinhamos nada à fazer então topamos
>22h
>party.time.jpeg
>logo de cara fomos recebidos por duas loiras peitudas que estavam de camisa branca
>ambas estavam dançando na entrada da festa enquanto se molhavam com uma mangueira
>séélococuzão.rar
>a festa tinha uma proporção de 4 depósitos para cada homem
>a cada dois homens, um era gay
>era tipo o plenário da câmara dos deputados só que ao contrário
>quando entramos no salão principal todo mundo virou pra a gente
>tipo aquela cena do universidade monstro
>as depósitos cochichavam entre elas
>pensamos que tinha algo errado conosco mas a vdd é que éramos os caras mais lindos dali
>na vdd nem éramos isso tudo, mas tínhamos rola e éramos heterossexuais
>feelsalpha.png
>fomos andando até a área vip
>a decoração da festa era cheia de fotos de uma depósito
>era uma ruiva 10/10
>a festa devia ser dela
>tive a impressão que ja tinha visto ela em algum lugar
>áreavip.gif
>a área vip era lotada de bebidas
>não tinha uma depósito abaixo de 8/10
>no buffet tinha camarão e lagosta
>mano do céu era a festa mais foda que eu ja tinha ido
>quando olho pro lado ta o Maicão atracado com uma mina
>dois minutos depois a mina larga ele e agarra outra mina
>ÉOQ?!
>aquilo tava parecendo um bacanal grego
>uma coisa no entanto me incomodava
>quem teria nos convidado?
>avisto a anfitriã da festa, aquela ruiva 10/10
>ela se aproxima de mim lentamente
>mano do céu, paudureci na hora
>só conseguia imaginar eu enfiando o pau tão fundo nela que quando eu terminasse ia ta na camada do pré-sal
>a calça aperta e ela percebe que estou preparado para o abate
>fico sem graça e tento disfarçar
>ela vem por trás de mim, ri e diz que eu fico lindo com vergonha
>gelei na hora
>caraio, era a Thais - pensei
>pergunto se ela era a Thais
>ela ri e me chama de idiota.
>diz que seu nome é Raquel
>caraio, ela nao tinha nada a ver com a Thais
>errei feio, errei rude
>pensei que tivesse estragado minha chance
>raciocinando com a destreza de um crackudo na fissura e digo:
>é porque thaislinda com essa roupa
>ela ri, eu rio, segue o jogo
>nessas horas eu nem sabia mais que existia um Maicão
>só pensava em mergulhar naquelas tetas magníficas
>na boa, se ela fosse minha mãe eu mamaria até hj
>quando olho pro lado o Maicão tava agarrado com duas ao mesmo tempo
>bodyshot.gif
>caraio o Maicão tava levando uma surra de peito na cara enquanto bebia e eu no 0x0
>me aproximo da ruiva já na maldade
>ela chega do meu lado
>põe a mão no meu ombro e fala na minha orelha direita:
>quem é esse teu amigo?
>poooooooooooorra.mp3
>o moleque ja tinha catado duas e agora ia catar a ruiva
>tive vontade de mandar ela se fuder, mas ele era meu brother, não podia prejudicar ele
>nenhuma depósito ficaria entre nós
>não deu nem 10 minutos do momento que disse o nome dele pra ela e ela ja tava agarrada nele
>a ruiva chupava a língua dele como se fosse o último picolé do verão
>avisto uma depósito 9/10 dançando sozinha
>penso em me aproximar, mas antes que eu chegue a ruiva puxa ela e põe na roda com o Maicão
>ja não entendia mais nada
>eu sempre pegava as depósitos +/10 do que ele e agora ele tava numa orgia de bocas e eu sem nada
>começo a beber
>realizo que ta na hora de baixar as expectativas
>avisto uma ananzinha 5/5 escorada no balcão
>me aproximo dela e pergunto se o pai dela era padeiro
>ela pergunta se era pq ela era um sonho
>eu digo que era pq eu queria comer a rosca dela
>sério que anã rabuda do carai
>a anã me dá um tapão e sai de perto
>vsf que festa merda do carai
>comecei a beber descontroladamente pra compensar a frustração
>dou em cima da garçonete
>a garçonete era uma trans
>ela me esnoba e vai embora
>vômito.rar
>caraio nem a mulher com rola me quis
>decido que hoje não é meu dia e que ta na hora de voltar pra casa
>procuro o Maicão pra ir embora cmg
>vejo ele entrando no carro com duas 1,5 depósitos
>pensei que ele tivesse indo pra um motel ou algo do tipo
>ele tava de mãos dadas com a ruiva e com a anã 5/5
>a ruiva olha pra mim, da uma risada e depois um xauzinho
>caraio que raiva daquela ruiva
>me esnobou e agora vai dar pro meu brother
>faço sinal pro Maicão que vou embora
>ele grita “Oklahoma”
>era nosso sinal secreto
>significava que ele ia realizar o ato de socação intra uterina e que eu não deveria incomoda-lo
>entendo o recado, dou meia volta e volto pra casa
>chegando em casa
>tudo girava por conta do álcool
>brinco um pouco com o o Visconde de Sabugosa até ele cuspir
>durmo
>no dia seguinte acordo com dor de cabeça, deitado no sofá
>percebo que tinham 537272717 chamadas não atendidas no meu celular
>todas do Maicão
>imagino todas as desgraças do mundo
>comeco a ligar de volta mas ele nao atende
>recebo uma ligação de um número desconhecido no meu celular
>é uma mulher
>ela ria descontroladamente
>disse que estava na festa o tempo todo me observando
>pergunta se a noite foi boa e se eu peguei alguém
>mando ela tomar no cu e digo que peguei a mãe dela
>ela racha o bico e diz que é impossível pq a mãe dela foi a primeira a pagar oq devia
>gelei na hora
>reconheci a voz
>era a Thais
>ela começa a contar seu plano do mal
>diz que foi parar num orfanato depois daquele episódio
>que apanhou muito da família onde foi parar mas a família era podre de rica
>a família produzia festas tipo o tomorrowland
>viajaram pra fora do país e levaram ela junto
>disse que por muito tempo quis se vingar mas a família não dava a foda
>dois meses atrás a família tinha morrido num acidente de carro e ela ficou como única herdeira
>ela pôs como meta de vida concluir a vingança que passou anos arquitetando
>disse que a festa foi planejada por ela
>que todas as depósitos da área vip foram contratadas por ela baseadas no meu tipo de mulher
>pergunta como me senti não pegando ngm e vendo o meu “amiguinho” catando todas
>respondo que a vingança dela era uma merda e que tava feliz pelo meu brother
>ela racha o bico e diz que a vingança dela não era me deixar sem pegar ngm
>ela queria se vingar dele por ele ter dedurado ela
>pergunto qual vingança há em encher a rola dele de depósito
>você verá - ela me disse
>desligo o espertofone e percebo que chegou uma mensagem do Maicão no oqueapp
>faz uma semana que o Maicão toma mais coquetel que o Amaury Jr.
pica relatada da mensagem
https://preview.redd.it/9o5g9y8ep3n51.jpg?width=1080&format=pjpg&auto=webp&s=3dbefd7c59d10e7b40b9168ddac79176762f8591
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2020.07.11 07:49 espiritossuperiores O relacionamento interpessoal

O relacionamento interpessoal pode ser compreendido como uma área da psicologia e sociologia que estuda a relação de uma ou mais pessoas levando-se em consideração as suas origens, contextos culturais e localização atual dessas pessoas quando se relacionam.
Eu sendo um homossexual que se atrai exclusivamente por heterossexuais, por ser fadado ao eterno desprezo ou no máximo piedade deles, eu acabo impactos negativos nos meus relacionamentos interpessoais que me deixam em desvantagem em muitas situais, creio que os outros gays que sofram do mesmo problema irão aqui identificar os mesmos problemas que eu. Se você quiser que eu acrescente uma situação de relacionamento interpessoal aqui, deixe de forma clara a situação e o impacto que ela causa em sua vida, nos comentários abaixo.

  1. A timidez, muitas vezes estamos em um grupo onde precisamos tomar alguma atitude antes que algo pior nos aconteça, como você é gay e sente que ali ninguém tem afinidade com o tipo de vida que você tem, você acaba se fechando para não constranger aos outros e a si mesmo.
  2. Recalque: você sente muita atração por homens mas os seus colegas só sabem falar de assuntos sexuais inúmeros da farta sexualidade heterossexual deles, aí então quando você fala algo como um comentário elogiando um rapaz no meio da conversa, todo mundo fala em tom de nojo: ” iiih, que papo estranho!”, “sai fora!”, “o papo tá indo pra um lado estranho!”, enfim, todo tipo de desaprovação e ataque sutil psicológico contra você é lançado, fazendo com que você cale e se recalque no que queria falar ou expressar, consequentemente você começa ficar no grupo por obrigação e não por prazer.
  3. Ostracismo: os relacionamentos interpessoais é comum termos eventos onde unam-se pessoas para variados fins lúdicos, um exemplo disso são as festas de final de ano das empresas, nessas o constrangimento é menor pois você é obrigado a ir, agora quando os seus amigos fazem uma festa particular entre eles onde não se envolve a empresa, todos são convocados, menos você por ser diferente, por ser gay, você acaba então se sentido no ostracismo mas finge que tudo está normal com um sorriso amarelo no rosto.
  4. Desafios de carreira: todos nós na vida moderna temos uma série de cobranças de desempenho para atender, todos gerenciam isso com amortecedores psicológicos para deixar a vida menos tensa, heteros são cobrados para irem bem na faculdade, no emprego e em casa, você também, mas os heteros contam com barzinhos como porta de entrada para sexo farto, namoros em todos locais, adultérios e etc, todos remetendo à válvula de escape do sexo desvairado sempre pronto para acontece, você não, você é cobrado das mesmas coisas mas não conta com amortecedor tão forte como o sexo e a paixão correspondida, logo o seu desânimo para fazer as coisas é maior ou o desânimo dá lugar para o ódio e você fica uma pessoa que desempenha tudo com ódio descontado nos outros em suas atividades interpessoais.
  5. Inadequado: Você precisa de uma profissão mas aquela que você acha, exige uniformes ou fardas que lhe fazem se sentir um heterossexual sendo que você não é, aquela profissão lhe forja uma sexualidade que não é sua, consequentemente você acaba atraindo pessoas que não gosta e se sente um peixe fora da água, o que acaba fazendo a sua vida profissional ser tóxica ou curta.
  6. Redes sociais da depressão: você usa as redes sociais de forma intensiva mas percebe que ninguém do sexo pretendido interage com você, mesmo com a sua presença forte nessas redes, você nota que ninguém curte as suas postagens, suas fotos postadas ninguém nem comenta, deixando clara a sua falta de amizades e popularidade baixa a todos, você então se deprime pois ao se comparar com aquela sua amiga mulher repara que qualquer coisa sem valor que ela posta, tem milhares de curtidas e desejos de vida melhor para ela por parte do sexo oposto, você se sente inadequado e acaba excluindo a sua rede social.
  7. Distanciamento social: você percebe que suas brincadeiras são sempre recriminadas ou não entendidas pela maioria dos integrantes do seu grupo, você também nota que as pessoas sempre evitam ficar sozinhas com você em um lugares públicos para evitarem levar ‘má fama’ de terem um caso com você, os seus colegas falam horas e mais horas sobre assuntos que você não entende em sua frente sem constrangimento algum por você não interagir, é o caso do clássico debate futebolístico entre machos onde você fica sempre ‘sobrando’, então cada vez você começa a querer ficar longe das pessoas e romper as poucas ‘amizades’ que tem.
  8. Constrangimento em nome do grupo: hoje em dia as pessoas se sentem muito ofendidas por serem rotuladas de “anti sociais” então para evitarem essa rotulação aceitam qualquer tipo de constrangimento do ‘bom’ relacionamento em grupo ficando horas entre rapazes que ficam falando todos os tipos de coisa ruins contra homossexuais , mulheres e negros, tudo é tolerado e no fim a pessoa se sente horrível moralmente mas com o dever social cumprido.
  9. Repudio à datas comemorativas: você sabe que no meio heterossexual as pessoas usam as datas comemorativas como desculpa para obterem mais divertimentos entre amigos e aumentar as suas possibilidades sexo-afetivas, porem você sabe que quem é gay e gosta de hetero não desfruta das mesmas vantagens, sendo assim, qualquer feriado ou data comemorativa para você, lembra o seu ostracismo social, consequentemente você acaba ficando indiferente a todas elas, ate mesmo em relação a data do seu aniversário. Você não tem muito o que comemorar.
  10. Horror a barzinhos: você anda nas ruas e vê aqueles heteros lindos , sorridentes, felizes e aparentemente no cio, sempre gritando ou fazendo algo estúpido para chamar a atenção das mulheres para si e muitas vezes são as mulheres que fazem esse papel, você então fica triste pois embora aqueles homens sejam todos do tipo que você aprecia, eles são violentos e repudiam veementemente homossexuais, se você vai a bares gays, você sabe que lhe chegarão outros homens gays que não lhe causarão absolutamente nada, alem disso você corre o risco de num bar gay ser alvo de grupos radicais de extrema direita, por tudo isso você acaba evitando a vida noturna onde mora e fica 24 horas em cima de um computador com internet.
  11. Vulnerabilidade: por você sofrer todas as situações acima, numa relação interpessoal você acaba estando mais vulnerável quando precisar brigar por seus direitos ou pelo seu ponto de vista, mesmo você estando certo, você por ter um comportamento rotulado de antisocial acaba gerando antipatia gratuita nos outros e as pessoas tendem a acreditar e considerarem mais as pessoas “sociáveis” e sedutoras, veja-se o exemplo do Hitler que beijava criancinhas e seduzia os seus fãs com alguns sorrisos, ele ganhou carta branca para fazer o que fez graças também à sua sedução social, então, uma pessoa que aparentemente é antisocial ela passará uma imagem de ruim e sem credibilidade, quando uma pessoa “social” então inventar alguma mentira contra você para lhe colocar em uma encrenca, as pessoas darão mais crédito a ela do que você que é um gay “esquisito” que não se mistura com ninguém, por isso, socialmente o gay que gosta de hetero é muito vulnerável e num debate corre serio risco de ser “fuzilado” injustamente pelos colegas.
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2020.03.25 20:41 Upa-upa-puxadote Arrufos em Alto-mar

A sereia atonou até à cinta, de rompante. Com os punhos amuados, maltratou a frol das ondas, chapinhando com veemência. Uma vaga mais forte encapelou-se, mas a sereia, graciosa e lesta, esgueirou-se ao arrastão. Desenvolta, sacudiu os cabelos cerúleos, que chibataram o ar, com um rasto de respingos salgados. Então gorjeou para o navio, para que o Corta-línguas traduzisse.
«Então?» instou o fidalgo, debruçado sobre a amurada, rabeando os olhos entre a sereia e o Corta-línguas «Qual é a resposta dela?»
Engoliu em seco. Já tinha os cantos da boca inchados e vermelhos, com boqueiras. Suspirou e, num tugido, acanhado e cabisbaixo, explicou:
«Ela recusa, senhor. Diz que não quer…»
«Mas explicaste-lhe que a amo? Disseste-lhe que não suporto a ideia de viver sem ela? Que a quero desposar, a ela e a mais ninguém?» teimou o fidalgo, tomando o Corta-línguas pelos colarinhos à força e obrigando-o a arrostá-lo de perto.
«Sim, meu amo», afiançou fitando-o, amedrontado.
«E ela quê?»
«Não quer…» encolheu os ombros, esmorecendo-lhe a voz.
«Diz-lhe outra vez, caramba!» exaltou-se o jovem nobre, arrojando-o contra a amurada da embarcação.
O Corta-línguas expirou fundo. Procurou recompor-se, como pôde. Deitou dois dedos aos cantos dos lábios, esbeiçou, e soltou um trinado. Esmerou-se por encontrar as palavras certas, os tons mais adequados para veicular os votos de amor do nobre.
A sereia, porém, atalhou-lhe a cantiga. Chapou as águas com a cauda.
«♫ Escusas de traduzir… Já sei o que é. Está a dizer que me ama, outra vez, não é? Põe-se sempre com olhinhos de carneirinho mal-morto, quando diz que me ama…♫» bufou a sereia, cruzando os braços e deitando-se de lado sobre as águas que, entretanto, haviam serenado. Apartou os cabelos da frente dos olhos e relanceou para Duque, sondando-o. «♫ Ele aceitou, ao menos?» Inquiriu a mulher-peixe.
«♬ Hã… não… nem por isso ♬»
«♫Olha, temos pena ♫», resmungou. Sem meias-medidas, deu um salto de golfinho à rectaguarda, e embrenhou-se nas profundezas, com um chapão aparatoso, cortando abruptamente com a conversa.
«Então, ela que respondeu?» tornou o Duque.
«Que é uma pena»
« "uma pena”? Como assim “uma pena”?»
«Diria que vos estava a rejeitar, meu senhor»
«Como dizes?» atroou o fidalgo, o sobrolho içado de indignação «A mim? Rejeitar-me, a mim?» recachou, deitando uma mão ao peito com afectada teatralidade. Depois, como se a ideia se lhe afigurasse um absurdo ridículo, bufou uma gargalhada abafada. «Qual quê! Foste tu!» rematou, empurrando o Corta-línguas contra a amurada. «Seu burgesso», tornando a tomar o intérprete pelos colarinhos «Foste tu que a insultaste, de certeza. Foi alguma cadelice que lhe disseste. Foi a ti que ela rejeitou!». Agarrou o Corta-línguas pelo cachaço e, numa guinada, voltou-o e debruçou-o sobre a amurada, pronto a larga-lo borda fora.
«Fica sabendo, há anos que a namoro. Anos.» frisou «E nunca me rejeitou. Nunca me dirigiu, se não sorrisos e meneios».
«Perdão, senhor. Mil perdões… tenha piedade» o Corta-línguas desdobrava-se em desculpas. A fola das ondas cada vez mais próxima, abafava-lhe a voz.
«Meu amo» interrompeu o Capitão da embarcação
«Sim?!» respostou, sem se dignar a encará-lo «Estou ocupado» acrescentou, entredentes, esboçando um sorriso de fera.
«Os homens da chusma têm fateixas e redes. Com a Sua vénia, facilmente a apanhamos» informou, secamente
O Duque largou o Corta-línguas. E pôs-se a congeminar.
O Corta-línguas apeou-se. Afastou-se da amurada e, ainda ofegante do susto, advertiu o fidalgo impetuoso, munido de uma coragem que desconhecia possuir
«Se o fizerdes, meu amo, ela nunca vos perdoará. Nenhuma mulher, nem as que são meio-peixe, se quer ver cativa. Guardar-vos-á rancor.» os olhos do fidalgo relancearam para o Corta-línguas, as pupilas trémulas. «As sereias cativas acabam por morrer subitamente, senhor. É sabido. Desfalecem, vítimas de banzo do mar e melancolia do cárcere. Não o façais. Crede-me.» asseverou o Corta-línguas.
«Amo-a» repetiu o fidalgo «Quero-a por esposa. Mas quero-a com pernas, não com rabo de peixe. E é possível» expendeu, deitando a mão ao interior do jaqueta de onde sacou uma garrafa de vidro da boémia «com este elixir- garantiram-mo, com certeza absoluta- ela há-de perder o rabo de peixe e ganhar pernas. Sofridamente, é certo.», reconheceu «Mas tão-só por três dias, nada de mais… depois já a poderei apresentar a meus pais» tentou obtemperar, ainda.
«Chama por ela, Corta-línguas» rogou o nobre, já de olhos marejados «Por favor…».
«Por duas vezes lhe expliquei os seus planos, meu amo. Mas ela não acede.» encolheu os ombros «Aliás, ela pretende que Vossa Mercê se junte a ela, nas profundezas marinhas. Diz que conhece uma bruxa do mar, capaz de vos transformar as pernas numa bela cauda de peixe. Sem quaisquer dores ou padecimentos…» relatou.
«Essa é que era boa! Eu? De rabo de peixe? Era o que faltava… olha que esta…» desdenhou o jovem. «Anda lá, chama por ela outra vez, Corta-línguas… à terceira é que é de vez…» ordenou, enxotando-o com adamanes, para ao pé da amurada.
Resignado, o Corta-línguas pegou no búzio e quando se preparava para tornar a cornetar, reparou que a sereia continuava por perto, observando o navio, debaixo de água. Assim que o viu de búzio nas mãos, subiu à superfície. Ansiosa, trissou:
«♬ E então? Já ganhou juízo, o meu príncipe? ♬»
«♫Tem dó, filha do Mar. Ao meu senhor não basta ter uma cauda de peixe. Ele não consegue respirar debaixo de água. Tu bem que podes respirar dentro e fora dela, mas ele não! ♫» pleiteou o tradutor.
«♫ Já sabia… Eu já sabia» barafustou a sereia «Vem sempre com desculpas… Sempre… não é capaz de fazer um sacrificiozinho que seja. Não!» rematou, amuada.
Mas antes que o intérprete pudesse dizer fosse o que fosse, a mulher-peixe voltou-se para o encarar «♫ Quando se ama uma pessoa faz-se sacrifícios por ela. Quantas vezes não me esfolei sentada, em escolhos e rochedos, para nos encontrarmos? Quantas vezes não ressequei ao sol? Constipei-me noites sem-fim, à custa dele… E ele não é capaz de se livrar daqueles penduricalhos horrorosos, por mim?» cruza os braços, abespinhada. «♫ Diz… diz-lhe que não posso ser sempre eu a ceder. Ele também tem de fazer sacrifícios, se quer levar esta relação avante ♫» pediu a sereia
«♫Menina das ondas… tem dó… ele não é capaz de respirar debaixo de água» tornou
«♫ Chega! Estou farta de desculpas parvas. Eu… eu também gosto dele… eu quero ter os alevins dele, mas como é que vou fazer isso se ele não pode ir à desova? Vou pôr as minhas ovas onde? Na boina dele?»
«Corta-línguas, então? Ela aceita?» intrometeu-se o Duque, impaciente.
«Está a recalcitrar, senhor. Ela está… está mesmo enfadada consigo»
«Às coas!» gritou o Duque, voltando-se para os marujos «Não ficai aí especados, às coas! Já disse.» ordenou, apontando para as redes. «Ai ela está com coisas? Vou enfiá-la num tanque por um mês, a ver se ela não muda já de ideias…»
Os marujos ficaram quedos. Sem saber o que fazer. «Capitão, que se passa com a chusma? Engajaste uma pandilha de moucos?»
«Meu senhor, a chusma recusa-se a apanhar a sereia. São gente simples, sabe… cheia de superstições e abusões de marinheiro…. Macaquinhos no sótão, sem pés nem cabeça, é certo… Mas, estão convencidos de que se apanharem a sereia vão enfurecer os mares…»
«Enfurecer os mares?»
«Sim, excelência, o grosso da chusma são pescadores e eles temem que o povo do mar se revolte contra eles se se souber que eles andam a raptar sereias…»
«Cambada…» vociferou o príncipe «Fica sabendo, quando atracarmos vou mandar-vos açoitar. A todos. Ides encher-vos de tantos vergões que até as camisas na pele vos hão-de doer» ameaçou
«Por favor…» o Corta-línguas pediu silêncio «Ela está a dizer qualquer coisa»
«♫ Já me chega» resmoneou a sereia «Vou-me embora. Dragomano, diz ao meu príncipe que se decida de uma vez.» inquieta.
De seguida, acrescentou ainda «E diz-lhe que eu sou uma sereia séria. Não vou andar com ele por aí, feito estrela-do-mar de quatro braços. Se só ele quer andar por aí na marmelada nos areais, há outras sereias sirigaitas, que de certeza que não se hão-de importar.»
«♫ filha do Mar… por favor...»
«♫ Ei! Ainda não acabei. Sou uma sereia adulta, casadoira, preparada para desovar. Se ele, deveras, me ama, então que arranje uma cauda de peixe e guelras, como um tritão normal. Caso contrário, já não quero saber dele para nada. Conta-lhe.» intimou
O Corta-línguas reproduziu o ultimato da sereia o melhor que pôde.
«Ah, insolente!» Barafustou o Duque «Olha, diz-lhe que vá bacalhoar, então» e virou costas
«♫ Ele que respondeu?»
«♫ Não quer a cauda» encolheu os ombros o tradutor
«♫ Ai é?... polvos o fodam» e submergiu, com um chapo violento
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